(Re)nascer aos 30: Depois de um pé na bunda, Cacau Ribeiro olhou para o retrovisor e viu que o caminho que havia traçado não a levaria ao "arco-íris". Muitos carimbos no passaporte e (re)descobertas depois, ela renasceu. Clique aqui e acompanhe do começo.

Tinder e meu marido, dia 4

17.09.2017

 

Estipulei uma meta em um dos dias de luz do meu quase eterno luto: faria no mínimo uma coisa nova por semana. Em uma semana de pouca criatividade e raiva decidi ceder a torcida, que era bem grande, e baixei o Tinder.

 

Para as solteiras recentes e mais desavisadas, trata-se de um aplicativo de paquera. Você cadastra seu perfil (de preferencia, com fotos bem bonitas e com uma descrição descolada), define o perfil de quem deseja "conhecer" (idade, distância de você e sexo) e já pode começar a aventura.

 

É hora de pressionar X (se não gostou do pretendente) ou coração (se gostou). Caso você dê um coraçãozinho para quem deu para você, o sistema libera para que vocês possam conversar (é o chamado e esperado match).

 

Como foi a experiência?

- Ri muitoooooooooooooooo! Tem perfis que são hilários. Não acredito que as pessoas fazem esses perfis pensando que vão atrair algo além de risadas.

- Suspirei em alguns momentos. 

- Receber match é bom para seu ego.

- Há perfis de homens casados (sem foto, claro!). Muitos já indicam na descrição que não são solteiros e que desejam apenas "aventura". Fica difícil acreditar no amor assim, pessoal! 

- Você descobre que ainda existem homens que sabem bater um bom papo (sabem até português, olha que coisa legal!). 

- Você descobre que não importa quantos anos você tenha, um primeiro encontro é sempre um primeiro encontro.

 

Escrevo de mais um avião (sim, a sofredora da cadeira do meio novamente) e terei pela frente mais um voo de 9 horas. Na cadeira do corredor está meu mais novo marido: deve ter por volta de 40 anos, é alto, nasceu em Nova York, tem um filho de 7 anos e é filho de italianos (o biotipo não nega). Com menos de 20 minutos de conversa, ele já fez a tão esperada proposta. Falou sobre o destino, sobre como meu sotaque era lindo e que apostava comigo que eu seria a esposa dele. 

 

Curiosa para saber como os encontros terminaram (o arranjado pelo Tinder e o arranjado pelo destino)?   

 

Bom, sinto-lhe informar mas este não é um texto sobre minhas mais novas aventuras amorosas. Na verdade, nenhum destes encontros foram amorosos. Sim, nada de beijo na boca ou qualquer outra coisa deste tipo. 

 

É natural "escrever na pedra" algumas "verdades" pois pensar que não há muito o que confrontar nos dá conforto. Eu também tinha minhas respostas prontas sobre o fim de encontros assim e até sobre muitas coisas na vida. 

 

Ao experimentar abrimos páginas em branco que podem ou não ser uma repetição da história que já conhecemos ou achamos conhecer. A resposta pronta pode dar conforto, mas também nos torna mais "cegos" e limitados, principalmente sobre o que sabemos a respeito de nós mesmos.

 

Já há uns 2 meses fazendo toda semana no mínimo uma coisa nova, eu vos digo: questionar paradigmas dá mais respostas sobre quem você é do que possuir respostas prontas, revela muito mais sobre você do que você imagina.

 

Eu, por exemplo, posso falar que sem essas duas experiências eu não seria capaz de afirmar que trairia uma pessoa que amo muito ao consumar algo amoroso com esses dois homens: euzinha. Este amor "gritava" tanto que nenhum deles ousou meter-se nesta "relação". No final, acabamos por fechar no "encontro de almas" mesmo. Para que melhor?  

 

"Loucura é querer resultados diferentes fazendo tudo exatamente igual".

(Albert Einstein, segundo o site www.opensador.com)

 

Experimente! 

 

Veja o Dia 5 clicando aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

  

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